sexta-feira, 12 de outubro de 2007

"Poeira"


Poeira

Luz feita em água

Rosnar de cães vadios

Desço-te pelos ombros

Faço-te um flamejante discurso


Poeira

Esboçada ao Sol

Velhos sonhos pujantes

Decifro-te a desordem

Uma Vida ao contrário


Poeira

Impossível a tua aparência

A tesão do corpo

As lágrimas nocturnas

Uma cinza na alma


Poeira

A tua voz dissipada

Dias ternos de raiva

O espaço do teu odor

A imagem oculta tua


Poeira

Limites do pensamento


Poeira

Palavras apagadas

3 comentários:

Sol da meia noite disse...

O poema está lindo... mas essa poeira, parece que desordenou muita coisa...

Beijinhos!

Phantom of the Opera disse...

A tua imagem oculta mexe comigo

Gosto de ti rapariga
Deixo um beijo suave

Obscuridade Translúcida disse...

O poema está fantástico, identifico-mecom as tuas palavras...