terça-feira, 19 de abril de 2011




Eram baladas tórridas,




O som da nossa saudade,




Num vento que cansa vontades,




Fomos silêncios gritantes,




Onde as palavras eram toques,




Na pele dos corpos,




Eram baladas tórridas,




As roupas cansadas da espera,




Num chão empoeirado,




Os copos,




Com o sabor das nossas bocas,




Dos tragos que demos,




Eram baladas tórridas,




O sentir,




Do que passou,




O Viver,




Do que passou,




O Amar,




De quem tanto amou...




...eram baladas tórridas...

sexta-feira, 15 de abril de 2011


Tento confessar-te um crime,

Digo-te que tens que saber disto,

Olhas-me...

Dizes-me que agora não,

Mas,

Insisto em falar-te,

Quero que me ouças,

Deixa-me contar-te,

Olhas-me...

E,

Nos Teus olhos leio,

As palavras mais belas,

Gritas nas pontas dos dedos,

Os toques que me vais fazendo,

Vais dizendo-me que não me confesse,

Que o crime é mutuo,

Que este amor é até louco,

Mas loucos somos ainda mais nós...

Não o vivemos intensamente,

Sussurras-me que agora queres-me...

Que amanha me desejas...

Que ontem já me vivias na pele...

Para que agora confessar um crime mutuo...

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011


Sinto-me de novo...

Por isso...

Sinto-me capaz de regressar...